sábado, julho 23, 2011

BORBOLHAS

Confio em teu amor.
Confio em meu amor.


Nada me deu tanto,
nada me fez tanto.

Tornaste-me um titã, capaz de mover montes.
Fizeste meus braços vigas,
pernas, colunas magníficas.
Olhos se transformaram em sóis,
e a voz moribunda e débil se fez trovão.

Todas as distâncias se fizeram pequenas,
todos os dias se fizeram pequenos minutos,
instantes velozes, segundos fugazes,
caminhos áridos que me conduzirão a ti,
de uma vez para todo sempre.

Nada antes de ti foi tão intenso,
nem amores, nem anseios,
nem medos, nem terrores.

Nada mais é como antes:
O céu agora é azul
e chora lágrimas de alegria!
O mar agora tem ondas,
em que singra meu barco impetuoso!
O verde das águas agora é pleno,
e acaricia minha alma desde suas raízes.

Confio agora no tempo, e na cura de toda dor.
De novo, vejo luz depois de tanto tempo vendado.
Somente sombras durante muito tempo vi,
e em trevas profundas, em angústia vivi.

Tu és a plenitude de meus dias,
o encanto de estar vivo...

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