domingo, junho 06, 2010

POEMA INCONSEQUENTE

Sou eu teu cantor,
aquele que por ti louva a vida,
que percorre as cidades a laudar-te
para que saibas de meu perpétuo amor
Sou eu teu clamor,
aquele que suplica abrigo em ti,
no recôndito de teu coração enternecido
no íntimo de teu leito adornado em véus.
Sou eu teu amor,
aquele que te faz viva, mulher,
que te conhece em véus e pelos, nua e bela,
que te nutre e inebria com o néctar divino do amor.
Sou eu teu poeta,
último de meu nobre clã.
Tu és minha eleita, musa perfeita,
sempiterna amada desse seu leal cavaleiro.
Sou eu teu navegante,
aquele que singra as ondas de teu corpo,
que se perdeu em tuas profundas e verdes águas,
e que em teus olhos abissais encontrou a felicidade.
Não temas: de ti não partirei.
Estarei à tua janela, pelo tempo que quiseres.
Sou teu fiel guardião, a velar-te por todos os séculos,
a esperar alegre por tua voz, pelo teu canto, por teu encanto.

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