terça-feira, abril 20, 2010

M A N T R A

Preciso de ti.

Não me soltes.
Abraça-me forte,
no frio da noite,
no mudo calor do deserto.
Não me deixes.
Toma minha mão,
coloca-te ao meu lado.
Tenho medo deste tormento.
Não duvides.
Meu amor é pleno.
Encontrarás em mim
tua derradeira morada de paz.

Preciso de ti.

As cordas de meu barco sofrem
com a violência das ondas
que me atingem.
As amarras de meu cais sofrem,
quase submersas na tormenta
que me assola.

Preciso de ti.

Tu dizes: "Aguenta."
Tudo suporto em teu nome.
Tudo resisto em teu nome.
Tudo espero em teu nome.
Mas sangro.

Preciso de ti.

Vem, toma minha mão,
aproxima-te de meus lábios,
toca-me com teus seios firmes,
arrasta-me para perto de teu corpo.
Recebe-me em teu mais recôndito nicho.
Abriga-me nas dobras de tua pele,
nas mechas de teus cabelos,
no calor de teus braços,
no teu amor pleno.

Preciso de ti

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