terça-feira, abril 20, 2010

C A N T O

A poesia nasce da dor.
Morre o poeta tantas vezes
Quantos versos cria.
Mas a morte produz a renovação.
Morrem frutos velhos de uma árvore ressequida.
São frutos que lhe roubam as forças,
Que lhe tolhem os galhos.
Estou gasto como seixo de rio,
pedra limada pela água,
pelo trilhar de pedras.
Tantas lágrimas já derramei
Que se secaram meus olhos.
O alegria deles sumiu,
o sorriso de meus lábios fugiu.
Tu és a alegria de meus dias,
Tu és quem traz vida ao meu coração!
Minha alma clama por ti,
Meus lábios clamam por teu beijo.
A noite é alta, a manhã se chega.
Com ela, renascerei em teus braços,
uma vez para todo o sempre.
De ti farei minha morada,
e cuidarei para que tenhas,
sempre, sempre, sempre,
plenitude de amor, paz,
e vida ao meu lado.
Sempre.

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