terça-feira, abril 20, 2010

ABSINTO

Meu coração arde em dor,
angústia e dor.
Amor e dor.
Em meus lábios,
o amargo gosto da distância,
do rio que se abriu
e inundou minha alma,
separando-a em duas margens,
cindindo-a em carnes vivas.
Agora, sufoca um amor tão lindo,
tão precioso como jamais existiu.
Não é da perda que nasce a dor.
É da própria existência amarga
de um rio de sangue.
Nasce a dor das águas amargas que
ardem na carne viva das margens,
em que outrora viscejava um paraíso pleno.
E o escoar das águas espeta agulhas em todo meu ser...
Há se eu pudesse purgar tua mágoa!
Daria um pedaço de mim
para que me visses sem mácula,
para que o brilho de meus olhos
te lembrassem meu intenso amor
e que te inspirassem saudade.
Daria um pedaço de mim
para que tua ferida sarasse,
que não sangrasses mais,
que minhas lágrimas,
misturadas com as tuas,
como elixir divino,
curasse tua dor.
Olha para mim com teus olhos de amor,
deixa fluir as lágrimas que curam,
lembra de mim como teu,
somente teu,
até que te levantes e
te recolhas em meus braços.

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