domingo, junho 21, 2009

Ariana

Viste minha alma presa em grilhões.
Viste meus olhos, minhas lágrimas.
Viste minha dor, meu sangue derramado.

Viste minha alma presa em um labirinto.
Viste meus olhos, cego de tanta dor.
Viste-me perdido, machucado e nu.

Tocaste minha face, mãos de seda...
Não sei se desperto, não sei se sonho,
Miragem? Ilusão? Realidade? Meu coração tremeu...

Tocaste meus grilhões, derreteram-se.
Minhas pernas fracas não se levantaram.
Tua voz doce me chamou, e eis-me em pé!

Toda minha alma sangrava em carne viva,
Teu toque me era pura dor.
Deixaste-me teu fio, ò Ariana, para minha liberdade!

Eis-me aqui, agora, livre, teu, único!
Derrotei o minotauro que dia e noite me aterrorizava,
Com a coragem que me inspirou teu amor.

Eis-me aqui, agora, Prometeu ou Dionísio, como você quiser.

Libertei-me do negro calabouço em que me encerram,
Pelo amor que me inspirou tua coragem.

Toda minha alma é agora vida, semente e poder!
Todo meu ser é vontade de singrar mares e céus,
Levar-te-ei pelo cosmo inteiro, e juntos seremos constelação.

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