domingo, maio 17, 2009

Mais um delírio

Palavras vêm e vão como fugazes fantasmas,
sussurrando em meus ouvidos aturdidos
absurdas metáforas sem nexo.
A ausência de significado inteligível não impede que fluam como rio.
Deixam em seu rastro medo e angústia.
Ouço, confuso, um silêncio mudo,
uma inquietação ominosa,
que me domina os sentidos
que entorpece minha alma em dor,
apesar da mudez que cala minha voz.
Como posso continuar sob tal tormenta,
eternamente incapaz de encontrar descanso?
O paradoxo: minha paixão por viver alimenta a fogueira que consumirá meu cadáver!
Oh! hilária condição de um ingênuo coração
que persiste em se bater por bater,
que cultiva sonhos infinitos e morre todos os dias sem ver seu fim!
Fecho os olhos ao que me cerca,
enquanto espero o meu dia,
o tempo de minha liberdade.

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