sexta-feira, março 21, 2008

Tártaro

O silêncio pesa sobre meus ombros.

Não tenho costas tão largas,

e me curvo sob o seu peso.

As palavras não querem sair.

Querem o sossego da solidão,

da quietude, da morte.

As lágrimas ficam contidas,

e doem os olhos sem saber por quê.

Novos e velhos demônios me perseguem,

fazendo-me sentir seu hálito fétido.

A quietude do mar esconde monstros,

e a calmaria do ar pressagia o mal.

Valha-me, Deus!

Livra-me de seu assédio!

Faz firme meu andar no caminho da verdade.

Eis que na verdade há luz, há vida, há paz.

E a vida nas trevas é apenas a expectativa da morte...

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