sexta-feira, março 21, 2008

Labuta

Até quando, ó Deus Meu, alimentar-me-ei das minhas lágrimas amargas?

Até quando, ó Pai Meu, viverei pejado pelo passado, prisioneiro de minhas lembranças?

Felizes os loucos, que nada sabem, que de nada se lembram, que nada sofrem.

Felizes os que dormem o sono da morte, que aguardam tuas misericórdias na ressurreição.

Proclamo a felicidade das crianças, que brincam inconseqüentes do amanhã, que não sabem da dor que as aguarda.

Proclamo a alegria dos que só conhecem o dia e a noite, o acordar e o dormir, o plantar e o colher. Estes sabem que a terra dá o seu fruto a quem nela semeia, e não conhecem o ladrão que despoja a alegria da colheita.

Faço de meu dia noite, de minha paz guerra, de minha dor cura.

Não conheço descanso nem alívio...

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