sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Rostos, risos e lágrimas

Rostos, tantos rostos.
Todos têm olhos, ainda que secos.
Rugas, profundas marcas do tempo.
Todos carregam suas mortes,
em rotos farrapos molhados.
Escondem suas tristezas,
como se fossem maldições.
Todos carregam suas vidas,
sabendo que outra não terão.
Todos têm sua beleza,
sorriso e brilho,
comédia e tragédia.
Todos se multiplicam,
aos milhões,
em semelhanças e diferenças,
em aparências e distâncias.
Tanta beleza, tanta beleza!
Parei para me encantar,
para cantar a vida,
para aprender que ela é só isso,
mas também tudo isso.
Parei para me lembrar
para olhar a felicidade de cada dia,
já que a tristeza é sempre a mesma.
Encontro-me e desencontro-me
em todos os rostos,
belos ou feios,
em todos os olhos,
abertos ou fechados,
em todas as lágrimas,
alegres ou tristes.
Que isso nunca acabe!

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