sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Pressa

Ai! Quanta pressa!
Pressa de viver,
pressa de ser,
de conhecer,
de estar quieto,
de fazer tudo,
de ser tudo.
Quero ter beleza nos dedos,
desenhar o futuro com mãos hábeis.
Quero tudo isso,
mas tudo isso não vem!
O que é que vem?
Silêncio, noite, solidão!
Eis-me como fantasma na solidão da noite,
como aquele eternamente desperto,
que tudo vê e tudo sabe,
que não sabe para quê.

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