sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Fardos

Pesam-me meus fardos.
Em certos dias mais,
em certos dias menos,
mas sempre implacáveis.
Fazem-se horrores noturnos,
fantasmas inquietos,
ou demônios diurnos,
de fome e sede insaciável.
Alimentam-se de minha carne,
bebem minhas lágrimas,
escurecem meus horizontes.
Mas como disse um profeta,
"o que não me mata, me fortalece".
Minhas carnes se refazem,
meu ânimo se recompõe,
segundo o poder de meu Deus.
Minhas pernas suportam mais peso,
tornam-se mais velozes e ágeis,
meus poderes crescem.
Torno-me o horror dos que navegam,
o pesadelo dos que vivem em engano.
Sou o profeta da justiça,
o mensageiro da paz perpétua,
da luz que nunca deixa de brilhar,
do fogo que nunca deixa de queimar.

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