sexta-feira, abril 22, 2005

Saudades de ti

O tempo passa,
goteja segundos,
minutos,
horas,
dias,
semanas,
meses,
anos.
Como as estações,
a saudade vem e cobra seu tributo.
Falta a luz do teu sorriso,
o som alegre de tua voz.
Choro, sem consolo.
Quanto tempo falta para que finde a dor?
Quanta dor falta para que sare a ferida?
Chegam ao fim minhas forças,
e não vejo mais o teu rosto.
Agora estou só comigo,
somente eu.
Mas agora posso conversar comigo,
posso me encontrar,
ou pelo menos tentar.
Posso procurar aquela criança
que cresceu rápido demais,
cujas lágrimas se secaram cedo demais.
Onde estão seus sulcos?
Terão sido escondidos pelo tempo?
O tempo é enganador...
Mascara a dor,
o caminho do sangue que escorreu.
O tempo enterrou meu coração
num lugar que não sei.
Agora estou perdido e só.
A criança que se perdeu...
Quero encontrá-la,
com ela brincar de ser gente grande,
fazer da vida uma brincadeira bonita.
Quero esquecer a dor,
o sofrer,
viver tua saudade como se ela nunca tivesse existido.
Vou esquecer que sofri,
a dor que vivi,
o mal que me abateu.
Vou agora dormir,
descansar, talvez sonhar,
rir da vida e da morte,
rir do tempo que passa
e nada sente,
ou nada vê.

Um comentário:

Anônimo disse...

Um poema muito profundo, triste um tributo. Uma saudade que nao passa, uma angustia permanente,
uma perda inexplicavel. As lagrimas que ja formaram um oceano onde a calma e excessao e o furancao e as tormentas sao constantes. Um buraco negro profundo que por mais que eu caia nao tem fim...um sentimento de inertia uma paralisia no meu pensar. A infinidade dessa dor e a unica coisa que e iual ao meu amor.