sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Brevidades

Breve a vida,

breve a beleza,

fugaz a beleza.

Nos dias de viço, reluz;

em sonho, permanece;

em realidade,

murcha como a flor.

Viver é morrer um pouco a cada dia.

Em verdade, engana-se quem pensa viver:

vive-se somente o suficiente para se saber morto.

Breve a vida,

breve o amor,

breve a paixão,

ingênuo sonho de criança,

delírio de adolescente deslumbrado.

Descubro agora velhos sonhos,

devaneios de velhos monges esquecidos no tempo.

Contam-me dos espíritos que vagam perdidos,

dos espíritos que habitam as plantas e os insetos.

Contam-me do meu espírito,

fustigado e fraco em meu íntimo,

mas ainda vivo, ainda quente, ainda lúcido.

Onde estivestes vós, sonhos de paz?

Onde vos escondestes, abandonando-me aos demônios?

Ei-los aqui, reais, belos e abnegados,

procurando para minha alma cansada paz e justiça...

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