domingo, janeiro 30, 2005

Verde

A poesia dos campos toca-me novamente.

Traz a brisa fresca dos montes verdes,

da liberdade prometida e tão aguardada.

Sonho de beleza, de paz, de felicidade,

vida sem fim nem começo.

Vivo a esperar sua vinda,

olhando os céus com olhos radiantes.

Faíscam, choram, meus olhos,

vêm tanto choro,

vêm tanto sangue!

Embora respire o ar dos campos,

trilho ruas da morte.

Anseio pela esperança,

pelo verde brilho da promessa.

Anseio pela paz,

pela suprema paz,

sem a qual nada mais significa.

Foram muitos os sonhos roubados,

muitos deles destroçados,

outros tantos mutilados.

E eu, que sou meus sonhos,

fiquei faltando um pedaço.

Livra-me, ó meu Deus,

livra-me.

2 comentários:

Anônimo disse...

Caro Emir...
Tudo é dor. E toda dor vem do desejo de não sentimos dor. Quando o sol bater na janela do teu quarto, embra e vê que o caminho é um só....
Sam.

Anônimo disse...

Emir...
Tudo é dor, e toda dor vem do desejo de não sentimos dor. Quando o sol bater na janela do teu quarto lembra e vê que o caminho é um só...
Sam.