domingo, janeiro 30, 2005

Tintim

Pequena estrela em meu negro firmamento,

brilhas como se outras não houvesse.

É tua luz que me conforta,

É em teu luzir que encontro paz.

De meu pequeno asteróide te vejo.

Acaricias minha face com teu calor.

Por que olhas para mim com tal amor?

Não sou mais do que um menino só e triste,

perdido num canto escuro do céu...

Tu moras em luz,

tu és feita de luz.

Fazes a alegria de meus dias,

o consolo de minhas noites.

Voas como borboleta eterna,

Formosa flor de beleza.

Que eu possa acompanhar teu vôo,

Cantar perpetuamente o luzir de teus olhos.

Ainda que eu caia em profunda escuridão,

Que eu possa lembrar-me de tua dança e de teu brilho.

Ainda que eu perca chão e teto,

Ainda que eu vague perdido por todas as galáxias,

Ainda que seja tragado pelo vórtex negro

e não consiga mais me encontrar,

tua luz estará comigo,

e terás como certo meu amor.

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