domingo, janeiro 30, 2005

Poesia IV

Minha poesia,

sufocada poesia,

exilada poesia,

onde estarás doravante,

que teu chão foi queimado?

Tão sofrida,

tão suada cada letra tua,

onde irás doravante,

que tua casa foi derrubada?

Morarás em meu coração,

junto às minhas lágrimas,

junto às minhas dores,

junto às minhas alegrias,

junto aos meus amores.

Mas o que há de ser de tua voz?

Cantarás em meu coração,

cantarás livre e feliz,

(ou mesmo que seja triste)

ainda viva e corajosa?

Há os que contigo choram,

os que contigo sofrem

e que contigo se alegram.

Ouvirão tua voz, teus cantos,

encantos e desencantos?

Não te canses,

não te cales,

não desista de teus sonhos!

Continua a pulsar vida em mim,

a me revificar a cada dia,

a cada manhã

e a cada anoitecer.

Tua voz é canto digno, honesto.

Não te cales,

por favor.

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