domingo, janeiro 30, 2005

Poeira

Quantos solos já pisei,

tantos ainda pisarei,

tão pouco me tornarei.

Hei de tornar-me pó,

retornarei ao que sempre fui.

Poeira presunçosa,

esquecida de sua fragilidade.

É bom que eu me lembre disso,

não para permanecer sólido,

mas para poder me dissolver,

para poder me deixar fragmentar,

para poder flutuar com o vento

sem sentir dor,

sem me sentir todo ou nada

mas para apenas ser tudo.

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