domingo, janeiro 30, 2005

Perenidade

Como pode um amor se esfriar, se é amor?

Amor não se tem: se faz, se refaz.

Amor se produz, se nutre.

Alimenta-se com sonhos de paz,

com visões da eternidade.

A perpetuidade é um mero resultado.

O amor é um fim em si mesmo,

a sublime, intangível essência do sentido de existir.

Não se odeia sem amar, não se ama sem odiar:

É preciso quebrar as ilusões.

Quem ama vive e morre a cada dia,

perde e ganha a cada dia.

Amor é o esteio de um dia feliz,

a beleza de um sonho que se realiza.

Amor é beleza que sempre muda,

mas que é eterna.

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