domingo, janeiro 30, 2005

O Réu

Quantas pedras ainda devem cair sobre mim?

Minhas dores se acumulam, e aumentam à medida que me atingem petardos.

A vergonha da queda é aumentada pelas vozes dos que riem,

E pelos tapas daqueles cujas mesas derrubei ao cair.

Quem estende sua mão?

Os que genuinamente me amam...

Em quem me apoiarei?

Naqueles em cuja face mora um sorriso genuíno...

Cansado estou da futilidade.

Perdeu-se a luz aquilo que nunca teve.

Os olhos são enganosos...

Revelam um brilho falso, hipócrita.

Fantasiam compaixão, ocultam sua ganância.

Aparentam amizade, destilam inveja.

Em lágrimas, fecho as portas de minha casa.

Dentro, moram os meus.

Nenhum comentário: