domingo, janeiro 30, 2005

O canto da Sereia

Medo.

É o que sinto.

Tudo é muito veloz.

Voar ou viver são o mesmo.

Tua voz ressoa como ondas calmas.

Música.

É o que ouço.

Sei que és traiçoeira.

Ir ou ficar, não me importa mais.

Tua voz é a da sereia que me encanta.

Pavor,

Infinito pavor.

É o que me consome.

Não mais controlo meu andar.

Tua visão afigura-se como minha morte.

Dor,

Infinita dor.

É o que me acomete.

Lembranças são como sonho.

Teus braços envolvem meu corpo,

Puxando-me à profundeza de águas escuras e frias.

Entrego-me às ondas...

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