domingo, janeiro 30, 2005

Lembra-te

Lembra-te, ó pai,

do sorriso de teu filho.

Lembra-te de como ele corria alegre contigo,

De como ele gargalhava com tuas brincadeiras.

Lembra-te das lágrimas que ele derramou em teus ombros largos,

De como afagaste seus cabelos em tuas mãos magras.

Lembra-te, ó pai.

Lembra-te dos beijos que lhe deste ao dormir,

Das muitas histórias que lhe contaste ajoelhado ao lado de sua cama.

Lembra-te de seu olhar carente,

enfeitado por seu sorriso carinhoso.

Lembra-te, ó pai,

do amigo que foste nos duros momentos,

do conforto que lhe deste,

dos abraços e dos beijos,

das cócegas e das tantas brincadeiras,

do teatro e do cinema,

das viagens às estrelas e às profundezas da alma.

Lembra-te, ó pai,

para que sua presença permaneça,

para que sua lembrança viva,

para que sua alegria continue.

Lembra-te, ó pai,

do perdão,

pois sem perdão não há luz.

Lembra-te, ó pai,

que toda dor há de sarar,

que todo pranto há de ser consolado,

que a morte há de ser vencida.

Lembra-te que tu hás de abraçar teu filho novamente,

que teu Deus há de conceder-te o pedido de teu coração.

Tem fé, ó pai, espera.

Não hás de ser decepcionado.

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