domingo, janeiro 30, 2005

Ira

Fúria do vento, fúria do vazio.

Vaidade, vaidade, nada a acrescentar.

Fútil revolta, vendaval que almeja ser furacão.

São ambos vento, apenas vento.

São pranto que se fez ira, são chuva que se fez tempestade.

Se eu encontrasse a criança que se escondeu,

Dir-lhe-ia o quanto foi amada.

Dir-lhe-ia que não se afligisse com medo do escuro e da solidão.

Dir-lhe-ia que ela nunca esteve só,

E que esteve sempre sob olhos atentos, ainda que não fossem os meus..

Traí sua confiança ao esquecê-la no escuro.

Perdoa-me, alma pequena, perdoa-me!

Serás minha poesia, e pensarei tua dor até que sare.

Chorarei contigo enquanto chorares,

Sorrirei contigo quando sorrires.

A tempestade está quase no fim...

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