quinta-feira, janeiro 27, 2005

Guerra e Paz

Hoje é dia de morte.

Os campos cheiram a sangue, o céu ficou vermelho.

A face da guerra assombra meu acordar e meu viver.

Contudo, não guerreio. Não me cabe guerrear.

Tenho paz.

Quando a paz mora em nossos corações, o mundo muda.

Torna-se transitoriedade. Torna-se eu mesmo.

A realidade da guerra mais insana, a guerra global, prenuncia a verdadeira paz.

Por inquieto que eu seja, por revoluto e contingente que eu seja,

Não saio de diante do Trono do Supremo Rei, o Criador.

Todos nós, humanos ou não, postados estamos diante d’Ele.

Ele é a fonte da paz.

Sua presença será sobrepujante.

Não consentirá mais na maculação de seu escabelo.

Realizará o impossível, o sonho de paz na Terra.

Meu coração se regozija com o som de sua chegada,

Bela música entoada por vozes doces e convidativas.

Canta, canta a melodia, traz mais vozes ao teu coro!

Vem, tu que choras! Vem, tu que clamas!

Justiça e paz reinarão sobre o solo,

Haverá vingança pelas crianças que morreram,

Pelas lágrimas derramadas sobre corpos inocentes.

Sou a paz quando sou profeta.

Ouço a música divina e faço-a ressoar por todo o meu redor.

Encho-me com a certeza da imutabilidade do Supremo.

Nele se encerra toda a plenitude do universo,

Todos os contrários e descontrários de nossa realidade.

Quem me dera poder ser legitimado como parte sua!

Estaria assim mais perto de minha Verdade, seria mais do que mera possibilidade.

Hoje é o dia da guerra.

Amanhã será a eternidade da paz.

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