sábado, janeiro 29, 2005

A Escolha de Arjuna

Meus olhos perscrutam o mundo.

Vêem o belo e o feio, o bem e o mal.

Sinto-me perdido em meio à batalha,

Arjuna encostado em sua roda.

Minha covardia assusta meus companheiros,

afasta meu próprio Deus de meu auxílio.

Matar ou morrer, é a lei do mundo.

Assassino minha covardia, ou morro em batalha.

Prefiro morrer na luta, mas meus braços e pernas perderam suas forças.

Mantenho-me ao lado da roda, ansiando o início da batalha e o fim da guerra.

Matarei meus irmãos, primos e amigos.

Num papel inglório, terei de ser seu algoz.

Antes fosse o meu próprio verdugo!

Krishna deu-se seu conselho.

Nega meus sentimentos seguir a correnteza.

Escolho a minha própria morte à de meus irmãos.

O ideal carnal da guerra não compensa o sangue derramado.

Sei que por desistir serei vitorioso.

Se não desistisse, mostrar-me-ia escravo de amos iníquos.

Krsihna estava errado.

Não me cabe seguir a correnteza.

Nunca eu poderia me perdoar pela morte de meus irmãos.

Escolho a morte para que meu nome não se apague nos céus.

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