domingo, janeiro 30, 2005

Dor

Carrego comigo uma dor,

A dor que é a maior das dores.

Grita contra a realidade,

contra o sangue derramado.

Clama contra as lágrimas nascidas no ventre,

vertidas durante uma vida inteira.

O tempo parece ter parado.

Os minutos se arrastam silenciosos,

enquanto tento prosseguir vivendo.

Minha dor é apenas minha.

Não se mostra, nada diz.

Apenas aguilhoa.

Sorri, mas sem alegria,

Chora, mas sem lágrimas.

Tudo ao meu redor tornou-se estranho,

distante de mim.

Parece que nada mais pode me atingir.

Mas não é verdade.

Cada dia é um novo martírio,

uma nova caminhada a lugar nenhum.

Não sei se vou chegar...

Um comentário:

Anônimo disse...

A vinte um anos existia exaltacao,alegria e afeto no coracao. Agora so me resta solidao mesmo estando no meio da multidao desse mundo, me sinto so com a minha dor. Dor interminavel, perda dos sentidos, perda de mim, perda que ninguem pode entender que ninguem pode consolar.. Dor infinita que espero um dia me consumir. Era uma crianca que nao compreendia enorme valor por isso acho que hoje ainda jovem tenho milhoes de horas, meses e anos para lamentar e deixar que essa amargura de fim mim