domingo, janeiro 30, 2005

De Olhos Fechados

Não tenho mais pressa de viver.

Vivo cada dia por si.

O tempo passa devagar, calmo.

Concentro-me na brisa que acaricia meu rosto,

No sol que esquenta minha pele na manhã.

Cada passo que dou flui devagar, pausado.

Não há mais por que correr.

Posso agora me sentar e apenas ficar...

De olhos fechados

Ouço o riso de minhas crianças.

Quieto, bem quieto,

Ouço sua alegria

Ouço o som do ar que enche meus pulmões.

Ouço o fluir de meu sangue.

Eu agora posso me sentar e nada esperar.

Apenas respirar.

Apenas viver.

À vida, pela vida!

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