domingo, janeiro 30, 2005

Corredeiras

De repente,
todo meu universo cai...
E eu me perco na queda.
Esqueço e lembro dos dias de criança.
Quero fugir, só fugir.
Correria léguas e léguas sem fim,
até que eu não visse mais ninguém.
Poderia redescobrir a alegria de viver.
(Será possível?)
Não tenho mais lágrimas.
Tudo acontece tão rápido...
Não consigo sequer pensar.
Deixa-me dormir, talvez sonhar,
sonhar com um mundo mais limpo,
com uma fé mais pura...
Entendo agora o que se diz,
que a alma foge da gente.
Sinto-a frágil, distante.
A vida tornou-se frágil, distante.
Não quero mais ver sofrimento.
Não consigo mais ouvir o choro de minhas crianças.
Livra-me, ó Deus, livra-me.

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