segunda-feira, dezembro 27, 2004

Lara

Divago. Distante estou de meu lugar.

Enclausurado? Não o diria.

Apegado.

Tua lembrança me persegue, me espreita a cada suspiro do real.

Divago. Não no mundo real.

Resisto. Não como quem repele, mas como quem teme.

Fujo, mas tu me alcanças com os raios do teu sol.

Moro num lugar confortável.

Divago. A solidão de minha mente clama por tua presença.

Vejo-a lendo à janela. Calo diante de tua beleza.

Calo diante de minha própria incerteza.

Calo diante de meu próprio destino.

Divago.

Amo o que quero amar, vejo o que quero ver.

Mas não sei o que vejo, uma vez que não a alcanço.

Tal amor não precisa ser tão lógico. Ele basta a si mesmo.

Lara.

Teu nome ressoa de dentro para fora de mim.

É um som que ao mesmo tempo atrai e atraiçoa.

Ai de mim, que perdido e confuso estou.

Jivago.

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