terça-feira, dezembro 28, 2004

Claustro ou Liberdade

Ah! Meu amor, quanta dor me trazes!

Morro a cada lembrança de teu olhar,

Derreto a cada fulgir da tua presença.

Aprisionaste meu coração em tuas mãos,

Roubaste minha liberdade.

Sofro, se encontro teu descaso.

Enlouqueço se te perco.

Fizeste muito largo teu espaço em minha vida,

Tão amplo que tomaste dela posse.

Ainda que eu desejasse livrar-me,

Que seria de mim sem ti?

A que seria reduzido?

Tornar-me-ia como um céu sem estrelas,

Como uma criança sem seu sorriso,

Como um mar sem águas.

Como posso conviver com tal intensidade?

É maior do que eu, do que minha capacidade!

O dias passam, e o amor cresce, infla, respira.

É algo vivo, sim, respirante!

Tão frágil, tão poderoso!

É o Fogo de Deus, inextinguível, inexorável.

Suspira ofegante, ansioso e dedicado,

Devotado à eternidade a ti, ó bela flor morena.

Nenhum comentário: